Ago 25

Meu colega  de Genealogia, Fábio Arruda de Lima, me manda uns registros do Rn, datados até do do século XVII . Entre esses documentos, há o registro de dois filhos de João Machado de Miranda e de Leonor Duarte, irmãos portanto de Antonio Dias Machado. Veja o que trasncreveu Fábio

Livro RN DSC03199Em 15 de setembro de 1706, na capela de S. Gonçalo do Potengi, B. Felizarda f. de João Machado e de Leonor Duarte. ( Será o Capitão José Machado de Souza ? ver pág. 20). Pad. Salvador Martins e Isabel Duarte filha do Capitão José Martins de Sá 

Em 12 de junho de 1709, na capela da Utinga (o famoso Engenho do Rio Potengi) de N. Sra. do Socorro B. João f. de João Machado e de Leonor Duarte. Pad. Matias Vas e Tomásia Pereira.Obs: Como eu disse, todos erraram ao tentar desvendar qual a Capela e o Engenho do Rio Potengi, chamando-o, erroneamente, de Ferreito-Torto. Este fica em outro local, onde, na verdade, ocorreu o Massacre do Uruaçu. No entanto, amigo, agora, nós sabemos qual a Capela do Engenho Utinga – Nossa Senhora do Socorro…J)))))

Ago 23

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João Machado de Miranda e sua esposa Leonor Duarte foram testemunhas de um casamento em 1725.  O filho dele, Antonio Dias Machado, como é possivel ver em outro artigo aqui neste blog, tinha uma filha Lourença Dias da Rosa que casou com o alferes Francisco Xavier da Cruz, filho de João Barbosa da Costa e Damasia Soares. Aqui apresentamos um assinatura de João Machado como testemunha.

Ago 21

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Um colega de UFRN mandou esta raridade acima, dizendo:

“João Felipe, estou muito grato pelos seus esclarecimentos. Sou professor universitário (Curso de História - UFRN, campus de Caicó) e tenho um blog (www.sabugibyjq.zip.net) onde divulgo nomes, eventos e assuntos ligados a São João do Sabugi, minha terra.Olhando o santinho, percebe-se que, em princípio de 1913, havia a idéia de candidatar José da Penha ao governo. Depois, certamente o cenário mudou.

Estou enviando o santinho, frente e verso. Grato pela atenção.

João Quintino de Medeiros Filho

Ago 19

Recebo mais um e-mail de Deisi Vaz Pinto fazendo comentários sobres as famílias Vaz Pinto e Pereira Pinto que posto aqui no Blog para conhecimento de todos sobre as famílias brasileiras. 

Olá João Felipe, Não conheço a Sônia Vaz Pinto e não me consta que exista uma entre os “meus” Vaz Pinto. Vinculado à Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul só tenho meu irmão caçula, Vágner Vaz Pinto, professor estadual aposentado, que ainda mora em Bagé.

Como você deve saber, existe uma família em Portugal que usa, essa sim, esses dois nomes juntos, há séculos(*), mas não é o caso. “Meu” Vaz vem da mãe e o Pinto do pai(em todos os sentidos). Portanto no nosso caso esses dois nomes estão juntos aleatoriamente, por acaso, e ainda não consegui estabelecer qualquer vínculo além de terceira geração.

Meu avô materno, Mizael Vaz Martins(foto anexa) ,casou com uma Corrêa - Ophélia - uma dos milhares de herdeiros(frustrados) dos irmãos/as do famoso Comendador Domingos Faustino Corrêa(**), detentor de uma das maiores fortunas do Brasil na época do Império.

Sem filhos legítimos, ele deixou tudo em usufruto para os 15 filhos ilegítimos que teve com escravas.

Os herdeiros destes devem ter feito usucapião e ainda podem ser muito ricos pois cada um desses 15 recebeu, segundo consta, “meia légua de campo” em pleno pampa gaúcho, entrando fundo no Uruguai.

Pelo lado dos Pinto também não fui muito longe, somente até o bisavô Gentil Pereira Pinto, casado com Amélia da Silva Pinto. Todos nascidos, vividos e morridos em Bagé(RS), onde também consta que os Pereira Pinto já foram gente importante.

Não descobri nenhum elo e duvido que haja algum com o seu ramo “dos Angicos” ou com o do Marechal de Campo(ou com o do Almirante), aí nos anexos. Um um deles(se não é o mesmo) foi governador militar da então Província do Rio Grande do Sul) e comandou(ou o outro)o navio que foi buscar a futura esposa do Imperador na Europa).

Tudo indica, portanto, também aqui, que deve ser outra união fortuita de sobrenomes muito comuns no Brasil. E não é para menos: segundo diz o Dr. Sérgio Danilo Pena(Deriva Genética), cada um de nós tem 36 tetra-avós, o que dá em “500 anos, se considerarmos 25 por geração…. um milhão de antepassados”!

Grande abraço,

Deisi - Brasília(DF)

(*) - O Pe. António Vaz Pinto, S.I., traça o roteiro dessa família (desde o comçeo do uso da palavra Pinto como sobrenome dos filhos de D. Egas Mendes de Gundar, procedente das Astúrias com o conde D.Henrique de Borgonha)no livro “A CASA DO BURGO-Esboço sobre a história da família Vaz Pinto do Burgo -Arouca”, Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda Edições, 2005, Portugal, ISBN 972-98111-7-2.

(**) - Página 23 do livro “UMA FAMÍLIA DO PORTO” de Pedro Araújo Dantas, 1998, Guimarães Editores, Portugal, ISBN 972-665-415-7.

Ago 18

No site http://cienciahoje.uol.com.br/125326 existem referências genealógicas à família Pena. Quanto à familia Pereira Pinto, ou melhor, às diversas famílias Pereira Pinto hoje existentes no Brasil e em Portugal, sugiro a leitura de “Uma família do Porto”, de Pedro Araújo Dantas (Guimarães Editores: geral@guimaraes-ed.pt), e “A descendência do 1º Barão de Alpendurada”, e José Antônio Moya Ribera(dislivro.historica@dislivro.pt) e “A casa do Burgo”, de P.Antonio Vaz Pinto, SJ. Meu avo se chamava Virgilino Pereira Pinto, filho de Gentil Pereira Pinto e há referências a um primeiro intendente na cidade de Bagé(RS), onde nasci, chamado Francisco Félix Pereira Pinto, ligado à corte imperial. Grande abraço, Deisi Vaz Pinto, Brasília(DF).

Ago 12

Em um artigo, aqui mesmo no Blog,  transcrevemos o casamento de Francisco Xavier da Cruz com Lourença Dias da Rosa. Tal transcrição é interessante por que revelou a esposa de João Barbosa da Costa, rico português residente no Assú, como dizia Aluizio Alves, em Angicos, que era sogro de Antonio Lopes Viégas e esteve com testemunha na escritura de compra da Fazenda Angicos,  por parte de Antonio Lopes Viégas, Fazenda essa pertencente a Miguel Barbalho Bezerra.

Neste artigo vamos regredir mais um pouco no passado, para transcrever o casamento de Antonio Dias Machado, pai de Lourença Dias da Rosa. Minha intuição caminha para a tese de que o Comandante Superior da Guarda Nacional  Miguel Francisco da Costa Machado era filho de Francisco Xavier da Cruz(ou da Costa) e Lourença Dias da Rosa. Tal tese eu volto a tratar em outro artigo, após mais umas verificações e argumentações. Vamos a transcrição do casamento de Antonio Dias.

“Aos trez de julho de mil settecentos e cincoenta e sette na Matriz desta cidade do Rio Grande do Norte, freguezia de Nossa Senhora da Apresentação despensados de banhos pelo Reverendissimo Senhor Doutor Vizitador Frey Manuel de Jesus Maria, sem haver impedimento, como da informação do Reverendo Vigario o Doutor Manoel Correa Gomes, consta, dada por despacho do dito senhor em hua petição dos nubentes, e junctamente despensados o parentesco de segundo grao de consagunidade por senteça de ditto Reverendo Senhor por causa pelos ditos Nubentes justificadas, e consta na dita sentença como dela extraida dos autos por mandado do dito senhor e de licença do dito Reverendo vigário com presença do Padre Coadjutor João Tavares da Fonseca, e das testemunhas que com elle assignão Sargento Mor Manoel Antonio Pimentel de Mello e o Tenente Francisco Pinheiro Teixeira se casaram solennemente em face da Igreja Antonio Dias, filho legitimo de João Machado de Miranda e D. Leonor Duarte já defuntos, com Francisca Lopes Xavier, viuva que ficou por falecimento do seu primeiro marido Nicácio Duarte, filha legitima de Luiz Duarte e de Lourença Lopes Xavier naturaes desta freguezia e nela moradores no lugar chamado Potigi e logo receberão as bençãos conforme os ritos da Santa Madre Igreja de que mandou o Reverendo Doutor Vigário encomendado fazer este assento em que assignou. João Freyre Amorim Vigario.”

Ago 09

Bartola, grande escritor norteriograndense, filho de Gracilde, neto de Claudiana, bisneto de Maria Conceição e trineto de Alexandre Avelino, como eu, faz um comentário sobre a localidade onde nasceu Antonio Barbosa da Silva que aparece neste blog no artigo sobre Rocha Bezerra(II). Eu li Pão de Alho e  devia estar com fome. Bartola, com razão e conhecimento, leu Pau de Alho e explica. Na verdade lá, no original, está gravado Pâo de Alho.

Veja os dois comentários abaixo de Bartolomeu: 

Prezado Filipe:

Às folhas tantas do seu sóbrio e competente blog, você fala numa dúvida quanto à legibilidade do nome de uma localidade provavelmente chamada “PÃO de ALHO”. Ora, pensando nisso, lembrei-me que bem conheço uma antiga localidade da zona da mata de Pernambuco (hoje município), próxima à fronteira da Paraíba, chamada “PAU de ALHO”, que é uma árvore da mata atlântica, quase extinta, cujas folhas tem cheiro e sabor de alho (existe um enorme espécime na praça principal da cidade). Pois bem; o pão de alho hoje aqui conhecido é uma iguaria da cozinha italiana, (quase certeza que não-portuguesa) somente chegada lá pro sul com os imigrantes após a Abolição e somente aparecida por aqui após os turistas paulistanos. Talvez possa ser que o padre da freguesia estivesse muito gripado e ao ditar para o sacristão em vez de PAU disse PÃO. Note-se que, tirando a piada final, baseio minha hipótese apenas na lógica do bom senso, mas não seria válido apurar?

Bartola.

Caro Felipe:

Peguei na Internet um resumo da ficha do Município de
Paudalho (assim se escreve hoje em dia). Note que existem duas
interessantes revelações na sua história. Primeiro: Felipe
camarão era Pernambucano!? Segundo: No tempo da criação da vila,
por Alvará Régio de 18 de agosto de 1811, (a localidade é mais
antiga), Neste alvará, O NOME ERA GRAFADO PAO DE ALHO! ( pao, e não pau) Eis aí mais uma pista, agora documental. Seria bom verificar a presença ou ausência de til (~)
no documento ao qual você se refere. Vou continuar fuçando este assunto. Abraço.

Bartola

 PS: Copiei apenas a
parte essencial.

PAUDALHO

Paudalho é um município brasileiro do estado de
Pernambuco. O município é formado pelo distrito sede e pelos
povoados de Pirassirica, Chã da Cruz e Guadalajara.

Cronologia

1 - O Alvará Régio de 18 de agosto de 1811 cria a vila de
Pao de Alho.

2 - A Lei Provincial 86, de 8 de maio de 1840, cria a
comarca de Paudalho, denominando-a município.

3 - A Lei Provincial 1318,
de 4 de fevereiro de 1879, eleva a vila à condição de cidade, com a
denominação de Cidade do Espírito Santo.

4 - Lei 52, de 3 de agosto de
1892, dispõe sobre a criação do município de Paudalho.

História

 O município foi constituído em 3 de abril de 1893, conforme ofício
do seu prefeito ao governador do estado, informando o ato. A cidade
de Paudalho é bem marcada pela história, e suas terras começaram a
ser exploradas em fins do século XVI, com o corte do pau-brasil em
suas florestas. O nome da cidade de Paudalho surge da derivação de
uma grande árvore secular que exalava cheiro completamente
semelhante ao do alho que existia na margem direita do Rio
Capibaribe, extremo oeste da Cidade, num lugar antes chamado de
Itaíba, atualmente onde fica localizada a Ponte de Itaíba, centro
da cidade. A ocupação organizada das terras iniciou com um
aldeamento indígena promovido pelos padres franciscanos: aldeia de
Miritiba (corruptela do tupi mbiri-tyba, que, no dizer de Teodoro
Sampaio, significa juncal). Esta aldeia localizava-se nos extremos de
Goiana, Igarassu e Tracunhaém, do lado esquerdo do Rio Capibaribe.
Nesta aldeia nasceu o índio Poti, batizado Felipe Camarão, herói
da luta contra a ocupação holandesa. Posteriormente a região
cresceu sob o impulso do cultivo da cana-de-açúcar e diversos
engenhos estabeleceram-se na região. O primeiro registro é do
Engenho Mussurepe, instalado por volta de 1630. Na primitiva aldeia
indígena estabeleceu-se o Engenho Aldeia, de propriedade de
Bartolomeu de Holanda Cavalcânti em 1660. O povoado de Paudalho
surgiu no entorno do engenho Paudalho, de propriedade do português
Joaquim Domingos Teles e encontra-se inserido nos domínios da Bacia
Hidrográfica do Rio Capibaribe.

Ago 08

Olá Felipe É só para te parabenizar pela iniciativa desse livro e perguntar onde posso adquiri-lo. Tenho muito interesse em minha (nossa?) genealogia. Um abraço, Fabricio Gomes Pedroza Filho Tataraneto do Fabricio “o velho”

Caro Fabrício

Esses artigos que coloco aqui não estão necessariamente no Livro de Genealogia que escrevi. Meu interesse pelos Pedroza nasceu de uma parte da minha família que tem Pedroza mas, que não sei se é o mesmo de vocês, bem como pelo fato de meu avô ter morado na cidade de Fernando Pedroza, antiga São Romão. Além disso, tive como alunos dois Pedroza, Marcio filho de Graco e Elza e um primo dele Fernando. Depois, quando estava no Estado no governo de Garibaldi Alves, Márcio era o Piloto do Governador. Um amigo de infância e hoje colega de UFRN, João Bosco Barrreto Pinheiro, Chefe do Gabinete da Prefeitura, descende de Inês que casou com Juvino Barreto. Mais ainda, José da Penha que era primo legitimo de minha avó e irmão de criação da mesma, combateu em 1913 a Oligarquia Maranhão. Governava na época o Estado, Alberto Maranhão, filho de Amaro e Feliciana.

Há no IHGRN uma árvore genealógica desenhada por Fernado Pedroza com toda a família e inicia mesmo antes de Fabrício.

 De qualquer forma se você se interessar pelo livro, ele é vendido na Siciliano aqui em Natal. Se você está fora do Rio Grande do Norte, posso lhe enviar. Mande o seu enderêco.

Ago 08

O artigo que transcreve o casamento de Amaro Barreto e Feliciano tinha um erro na data de casamento. O ano não era 1831 como lá estava escrito, mas 1851 com está escrito agora. A observação foi feita por Doutor Toscano, colega de genealogia e grande pesquisador das famílias norteriograndenses.

Ago 04

Depois de buscas incansáveis, encontrei um registro que tinha soluções para algumas questões que não conseguia resolver:

  1. Quem era a esposa de João Barbosa da Costa que encabeça a árvore genealógica do escritor Afonso Bezerra desenhada por Jacob Avelino.
  2. Onde encontrar algum Dias Machado de que falava Aluizio Alves, em Angicos, quando falava na família de onde descendia Antonio Lopes Viégas.
  3. Quem era de verdade a esposa de Francisco Xavier da Costa ou da Cruz que constava na árvore de Jacob Avelino.
  4. O registro a seguir começa a clarear certos pontos. A partir dele novas buscas darão sentido a algumas procuras. vamos pois ao registro, encontrado em documentos da Igreja que estão no IHGRN:

“Aos dezassete de Novembro de mil Setecentos e Setenta e quatro as Sette para oito horas do dia Corridos os banhos juxta Trindetinum sem se descobrir impedimento algum ate a hora de seu recebimento, na Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres e Sam Miguel da Villa de Extremoz de licença minha em prezença do Padre Francisco de Souza
Nunes vigário da mesma Villa e das testemunhas Tenente Antonio Lopes Viégas, casado e o ajudante Pedro Moreira de Azevedo casado, e moradores na Freguezia de Sam Joam Baptista do Assú examinados da Doutrina
Cristam declararam em face da Igreja, e com palavras de prezentes os Nubentes Francisco Xavier da Cruz filho legitimo de Joam Barbosa da Costa e Damasia Soares morador na Freguezia de Sam Joam Baptista do Assú com Lourença Dias da Rosa filha legitima de Antonio Dias Machado e Francisca Lopes Xavier moradores nesta Freguezia de Nossa Senhora da Apresentaçam, e logo receberam as Santas Bênçãos na forma do Ritual Romano de que mandei fazer este asento, em que me asinei. Pantaleão da Costa Araújo Vigario do Rio Grande”

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